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Política Discurso ao G20

Em 2º discurso ao G20, Bolsonaro se defende das críticas à política ambiental

No início do discurso, Bolsonaro disse que traria aos líderes das outras nações a “realidade dos fatos” sobre a preservação do meio ambiente.

22/11/2020 19h16 Atualizada há 2 semanas
Por: Redação Fonte: Poder 360
Em 2º discurso ao G20, Bolsonaro se defende das críticas à política ambiental

O presidente Jair Bolsonaro reservou seu 2º discurso na Cúpula do G20, grupo que reúne as maiores economias do mundo, para defender o Brasil das críticas à política ambiental. A declaração foi feita neste domingo (22.nov.2020) na sessão cujo tema foi “Construindo um Futuro Inclusivo, Sustentável e Resiliente”.

No início do discurso, Bolsonaro disse que traria aos líderes das outras nações a “realidade dos fatos” sobre a preservação do meio ambiente. Afirmou que o governo brasileiro está ciente “de que os acordos comerciais sofrem cada vez mais influência da agenda ambiental”.

Disse que a “revolução agrícola” no Brasil utilizou 8% das terras. Afirmou que mais de 60% do território brasileiro está preservado, com vegetação nativa.

Trabalharemos sempre para manter esse elevado nível de preservação, bem como para repelir ataques injustificados proferidos por nações menos competitivas e menos sustentáveis”, disse, sem citar nominalmente a quais países se referia.

Bolsonaro também afirmou que o Brasil possui a matriz energética mais limpa entre os países integrantes do G20. E declarou que mantem “o firme compromisso de continuar a preservar nosso patrimônio ambiental”.

O presidente disse que apresentava aos líderes das potências “fatos e não narrativas”. “São dados concretos e não frases demagógicas que rebaixam o debate público e, no limite, ferem a própria causa que fingem apoiar”, declarou.

O mandatário finalizou o pronunciamento dizendo que o governo brasileiro vai “continuar protegendo nossa Amazônia, nosso Pantanal e todos os nossos biomas”.

Contem com o meu país e com o meu povo para tornar o mundo realmente mais desenvolvido e mais sustentável”, completou.

Abertura da economia

Assim como discursou aos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), Bolsonaro afirmou que o governo brasileiro tem promovido a abertura da economia.

Citou os acordos comerciais entre Mercosul e União Europeia e com o EFTA (Associação Europeia de Comércio Livre), além de tratativas iniciadas com a Coreia do Sul e com o Canadá.

Leia a íntegra do 2º discurso de Bolsonaro à Cúpula do G20 deste ano:

“Senhoras e Senhores,

Primeiramente, parabenizo a Arábia Saudita por ter escolhido como tema central de sua presidência o lema “Realização das Oportunidades do Século 21 para Todos”.

Aproveito para também parabenizar os demais membros do G20 pelas oportunas iniciativas desenvolvidas ao longo do ano.

Além dos muitos instrumentos acordados, houve frutífera troca de experiências e disseminação de melhores práticas sobre diversos temas.

Destacamos o acesso universal à saúde, à educação e à economia digital, bem como a inclusão financeira de todos os cidadãos.

Senhoras e Senhores,

O Brasil é um país resiliente. Queremos um futuro de desenvolvimento sustentável e repleto de oportunidades para a nossa população.

Meu governo tem promovido a abertura de nossa economia, com vistas a uma maior integração do Brasil aos fluxos de comércio e investimento mundiais.

São demonstrações do nosso empenho os acordos comerciais negociados pelo MERCOSUL com a União Europeia e a Associação Europeia de Livre Comércio, a EFTA. Também já iniciamos tratativas com a Coreia do Sul e com o Canadá.

Destaco, igualmente, os recentes acordos firmados entre o Brasil e os EUA sobre facilitação do comércio, boas práticas regulatórias e combate à corrupção.

Estamos construindo um país aberto para o mundo, disposto, não apenas a buscar novos acordos comerciais, mas também a assumir novos e maiores compromissos nas áreas do desenvolvimento e da sustentabilidade.

Ao mesmo tempo em que buscamos maior abertura econômica, estamos cientes de que os acordos comerciais sofrem cada vez mais influência da agenda ambiental.

Por isso, vamos à realidade dos fatos.

Nos últimos 40 anos, o Brasil passou da condição de importador de alimentos para o patamar de um dos maiores exportadores agrícolas do mundo.

Esse processo de transformação da agricultura brasileira resulta de décadas de inovação e desenvolvimento, incorporando grandes ganhos tecnológicos em eficiência e produtividade.

Hoje, nosso País exporta volume imenso de produtos agrícolas e pecuários sustentáveis e de qualidade. Alimentamos quase um bilhão e meio de pessoas e garantimos a segurança alimentar de diversos países.

Ressalto que essa verdadeira revolução agrícola no Brasil foi realizada utilizando apenas 8% de nossas terras. Por isso, mais de 60% de nosso território ainda se encontra preservado com vegetação nativa.

Tenho orgulho de apresentar esses números e reafirmar que trabalharemos sempre para manter esse elevado nível de preservação, bem como para repelir ataques injustificados proferidos por nações menos competitivas e menos sustentáveis.

Durante os desafiadores meses da pandemia, nossa agropecuária se manteve ativa e crescentemente produtiva. Honramos todos os nossos contratos.

Para promover o desenvolvimento sustentável, reconhecemos a contribuição do conceito de Economia Circular de Baixa Emissão de Carbono, baseada nos “4Rs”: Reduzir, Reutilizar, Reciclar, Remover.

Entendemos que esforço deve ser concentrado no primeiro “R”, que é a “Redução” das emissões de carbono. No cenário mundial, somos responsáveis por menos de 3% da emissão de carbono, mesmo sendo uma das 10 maiores economias do mundo.

Por isso, também nesse aspecto, mais uma vez tenho orgulho de dizer que o Brasil possui a matriz energética mais limpa entre os países integrantes do G20.

Mantemos o firme compromisso de continuar a preservar nosso patrimônio ambiental.

Também mantemos a determinação de buscar o desenvolvimento sustentável em sua plenitude, de forma a integrar a conservação ambiental à prosperidade econômica e social.

O que apresento aqui são fatos, e não narrativas. São dados concretos e não frases demagógicas que rebaixam o debate público e, no limite, ferem a própria causa que fingem apoiar.

O hino nacional de meu país diz que o Brasil é gigante pela própria natureza. Estejam certos de que nada mudará isso. Vamos continuar protegendo nossa Amazônia, nosso Pantanal e todos os nossos biomas.

Contem com o meu país e com o meu povo para tornar o mundo realmente mais desenvolvido e mais sustentável.

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