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Polícia SOLTURA

Tenente-coronel Rocha Lima é solto após quase oito meses de prisão em Maceió

Policial militar é suspeito de envolvimento em homicídio cometido em 2019 no Village Campestre. Justiça aceitou pedido de habeas corpus.

25/02/2021 20h19 Atualizada há 2 meses
Por: Redação Fonte: G1 Alagoas
Tenente-coronel Rocha Lima é solto após quase oito meses de prisão em Maceió

O tenente-coronel da Polícia Militar Antônio Marcos da Rocha Lima, o coronel Rocha Lima, deixou o Batalhão de Rádio Patrulha, onde estava preso, na tarde desta quinta-feira (25). A Justiça aceitou o pedido de habeas corpus e o alvará de soltura foi cumprido.

Rocha Lima estava preso desde julho de 2020, por suspeita de envolvimento no assassinato de Luciano de Albuquerque Cavalcante. Em setembro do mesmo ano, a Câmara Criminal do TJ-AL negou um pedido de liberdade. Com a nova decisão, ele vai cumprir medidas cautelares.

Segundo o advogado do coronel, desta vez, a Câmara Criminal entendeu, por maioria, que houve excesso na prisão, pois o oficial estava preso há mais de sete meses.

Na época em que foi preso, o coronel Rocha Lima comandava o 8º Batalhão de Polícia Militar (8º BPM).

Luciano de Albuquerque Cavalcante foi morto a tiros no dia 25 de outubro de 2019, no conjunto Village Campestre II, na parte alta de Maceió. O motivo do crime teria sido um desentendimento na negociação da venda de um terreno no bairro Forene, uma dívida de R$ 3 mil.

O tenente-coronel Rocha Lima é suspeito de ter fornecido as munições utilizadas no crime.

Segundo denúncia do Ministério Público Estadual (MP-AL), o crime foi cometido porque Luciano Albuquerque havia prometido vender um terreno, na Forene, ao PM aposentado José Gilberto e que, após essa negociação ter sido combinada entre os dois, o militar teve despesas de aproximadamente R$ 3 mil com documentos relativos a esse lote, só que a vítima, apesar de receber constantes cobranças, não teria pagado a dívida.

De acordo com o MP-AL, os tiros que mataram a vítima foram deflagrados por pelo PM José Gilberto, pelo segurança particular Wagner Luiz e por Gilson Cavalcanti.

“Sabe-se de que o acusado conhecido por ‘coronel Rocha Lima’ é muito amigo do corréu Wagner Luiz, inclusive, na casa deste foram apreendidos fardamentos da PM com o nome de ‘Rocha Lima’ e certificado do curso CETE assinado por ‘Rocha Lima’, havendo fortes indícios de que ele teria fornecido as munições para o cometimento do crime, uma vez que o mesmo foi comandante do BPE (Batalhão de Policiamento de Eventos) e do 4º BPM, locais que receberam munições com lote BLK 43, calibre .40”, aponta a denúncia.

O Ministério Público Estadual (MP-AL) denunciou os quatro por homicídio duplamente qualificado.

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