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Política ALAGOAS

Parlamentares debatem inclusão de públicos prioritários no Plano Nacional de Imunização

Depois de contar que, ontem, recebeu uma mensagem de uma pessoa indignada com o início da imunização de reeducandos do sistema prisional, ela explicou que a prioridade, definida no Plano Nacional de Imunização (PNI), se baseia na ciência, na vulnerabilidade dessas pessoas ao vírus, devido à aglomeração.

04/05/2021 14h24 Atualizada há 2 semanas
Por: Redação Fonte: Ascom ALE

Parlamentares debatem inclusão de públicos prioritários no Plano Nacional de Imunização

A deputada Jó Pereira voltou a cobrar, na sessão desta terça-feira, 4, na Assembleia Legislativa, a prioridade na vacinação contra a Covid-19 para os usuários do transporte público coletivo em Alagoas. Depois de contar que, ontem, recebeu uma mensagem de uma pessoa indignada com o início da imunização de reeducandos do sistema prisional, ela explicou que a prioridade, definida no Plano Nacional de Imunização (PNI), se baseia na ciência, na vulnerabilidade dessas pessoas ao vírus, devido à aglomeração.  

A parlamentar afirmou que é preciso priorizar a vacinação dos trabalhadores que diariamente transitam em ônibus lotados, e “livres da fiscalização do poder público”, pelo mesmo critério de quem está no Sistema Prisional: o risco de contágio devido à aglomeração inevitável. "Os presos precisam ser vacinados, sim, mas os trabalhadores que enfrentam diariamente aglomerações nos ônibus também precisam. Vamos conquistar essa prioridade em nome da ciência e da defesa dos direitos humanos”, apelou.  

Jó prosseguiu afirmando que essa questão deveria ser alvo de providências por parte do poder público. "Parece que esses trabalhadores não existem, que são pessoas imunes ao risco do contágio. Até quando veremos esse descaso? São todos culpados, todos omissos”, pontuou. Ela solicitou o apoio dos demais deputados para defender, junto ao governo do Estado, o acatamento da indicação de sua autoria, aprovada na Casa, para a inserção, nos grupos prioritários da vacinação contra a Covid-19, de trabalhadores e usuários do transporte público coletivo.

Em aparte, o deputado Davi Maia (DEM) lamentou que a situação da vacinação tenha sido politizada e disse que ficou bastante incomodado com a informação de que presos estariam sendo colocados na lista de vacinação prioritária. “Lá eles estão no 17º lugar da lista, antes deles temos uma relação de pessoas que precisam ser vacinadas. O governador já burlou o PNI outras vezes, vacinando pessoas que não estão no plano, agora concorda com a vacinação de presos, antes das comorbidades. Isso não podemos aceitar!”, destacou. 

O deputado Francisco Tenório (PMN) disse que não é contra a vacinação de presos, até porque eles estão no PNI, mas destacou que existem outras pessoas que precisam muito mais do que eles, tais como os funcionários de supermercados, farmácias e de casas lotéricas, agricultores, bancários, motoristas e usuários de transporte público. “Depois destas pessoas podemos priorizar os presos. Precisamos ter uma discussão mais ampla sobre o que vem a ser prioridade. Sugiro que juntemos todas as indicações aprovadas nesta Casa, que tratem sobre prioridade de vacinação, e levemos ao governador num único documento”, sugeriu. 

O deputado Cabo Bebeto (PTC) afirmou que não concorda com a inclusão de presos no PNI, como fez o Ministério da Saúde, e que a vacina deveria ser prioritária para as pessoas que não cometeram crimes. “Mesmo sendo uma recomendação do Governo Federal, sabemos que o governador do Estado só faz o que quer, temos diversos exemplos neste sentido. Não podemos priorizar presos em detrimento da classe trabalhadora”, disse. 

O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Silvio Camelo (PV), disse que o problema das prioridades só existe porque o Governo Federal não adquiriu as vacinas com antecedência. “O correto era ter vacinas para todos os brasileiros. Enquanto se estava negando a vacina, outros países investiam na ciência. Hoje o Ministério da Saúde dita como os estados e municípios devem vacinar sua população. É isso que o Estado de Alagoas vem fazendo, se não for desta forma, o Ministério Público pode obrigar o Estado a seguir o PNI”, afirmou. O deputado Ronaldo Medeiros (MDB) seguiu a mesma linha de entendimento, reforçando as críticas ao Governo Federal. “Bolsonaro não comprou vacina, não reconhece a ciência e por isso não foi vacinado, aglomera e não usou máscara por um bom tempo. Ele não tomou as medidas necessárias para proteger o povo brasileiro e é por isso que estamos discutindo hoje quem é ou não prioridade na vacinação”, destacou. 

Outro que também se manifestou foi o deputado Léo Loureiro (PP). Ele pediu prioridade absoluta para as pessoas com deficiência, já que segundo o parlamentar, o vírus é cinco vezes mais letal nesse público. “Defendo que todas as pessoas com deficiência sejam vacinadas, independente de idade. Esta Casa aprovou que entrasse no grupo de vacinação as pessoas com deficiência e o projeto foi encaminhado ao governador, vamos cobrar dele”, disse. 

A deputada Ciberle Moura (PSDB) elogiou a vacinação de funcionários da Educação, mas fez críticas em colocar presos na lista de prioridades, na frente de outras categorias. “Isso me causa indignação, vacinar presos acima de 18 anos, em detrimento de outras pessoas”, disse. O deputado Davi Davino Filho (PP) parabenizou a todos os deputados por discutir um tema tão importante e destacou que o Governo tem o poder de resolver essa situação, como fez com outros temas. “O Governo gosta de jogar o problema para os outros, quando ele tem a solução dentro de casa, como é o caso da construção de creches no município de Maceió, alegando que não existem áreas. Mas o Governo conseguiu construir uma UPA, no Jacintinho, um dos bairros onde existe grande dificuldade de se encontrar terrenos. Quando o Governo quer, ele resolve.”, disse.

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